Obsolescência não programada: softwares educacionais simples…e está tudo bem, obrigado!

Interessante pensar em como a tecnologia evolui em desacordo com as necessidades reais das pessoas, pelo menos em algumas situações. Fui convidado pelo Colégio Dom Barreto de Campinas para conversar sobre tecnologia educacional junto a professoras das series iniciais. Professoras das series iniciais costumam ter visões muito apuradas da educação por serem verdadeiramente educadoras: muitas são mães e professoras de crianças, ao mesmo tempo.

No meio do encontro, depois de apresentar alguns autores-chave e conversar sobre a grande encrenca em que estamos nos metendo com as tecnologias (ver slides adiante), apresentei alguns vídeos de softwares educacionais que ajudei a fazer anos atrás e que contém pressupostos nos quais acreditava e que continuo acreditando. São materiais antigos mas seguem sintonizados com bibliografias recentes sobre tecnologia na educação, pelo menos entre autores que acompanho (reforçando…veja as referências nos slides).

Não seria fácil rodar esses programas no contexto atual das escolas: as telas são quase paradas e quase mudas… Fala-se em realidade virtual e aumentada, aprendizado adaptativo, IA na educação, robótica estudantil marciana, etc. Como defender que atividades em computador sem efeitos pirotécnicos possam ser úteis nestes tempos? Como aceitar um material que, no tablet ou celular, em vez de distrair a criança, obrigaria os pais a conversarem com ela sobre o que estão pensando?

Para minha surpresa, as professoras não só conheciam os antigos softwares educacionais como ainda os utilizam até hoje no Colégio Dom Barreto!

Tecnologias digitais superam a cada dia todos os limites, a Internet e aplicativos vem transformando, praticamente, todas as atividades humanas… mas os programas simples que ajudei a fazer no passado, resistem ao tempo, e é pela simplicidade !!

As expectativas sobre como desenvolver as crianças pequenas em fase de alfabetização se mantém, independente da tecnologia, por mais que ela possa evoluir.

Será que algoritmos podem alfabetizar uma criança e gerar uma visão construtiva do mundo?

Pessoas não são o problema, pessoas são a solução! Bom lembrar disso de vez em quando.

Obrigado pela fé na educação e na tecnologia voltada para as pessoas, professoras do Colégio Dom Barreto!

Slides da apresentação:

PS: acredito que seja possível desenvolver tecnologias para as pessoas, por isso coordeno cursos de TI, mas esse é tema para outro texto.

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