Metodologias ativas de aprendizagem podem não dar certo, você acredita?

Virou clichê dizer que a educação brasileira está se deteriorando. Se não há como melhorar os salários dos professores, se as condições materiais são ruins e se a tecnologia educacional não cumpre o prometido, o que resta fazer?

É fato que no mundo inteiro, os estudantes passam a ter menos aulas presenciais, que as turmas estão se tornando maiores e que existe uma pressão para adotar aprendizado em casa, com apoio das novas tecnologias. Todas as setas apontam para uma educação centrada no estudante, em que ele tenha um papel de mais destaque sobre sua própria aprendizagem.

Por este motivo, é bom lembrar ainda que superficialmente, de alguns pilares das metodologias ativas. Apresento um resumo despretensioso aqui:

  • aula é mais centrada no aluno do que no conteúdo, ou nos métodos;
  • ênfase está mais na descoberta e menos na exposição do professor;
  • professor em lugar de ensinar ou transmitir conteúdos, indica as fontes e orienta a busca para as soluções;
  • a seleção de problemas se dá a partir de casos reais que permitam conteúdo integrado de conteúdos de diversas áreas;
  • trabalha-se em grupo, desenvolvendo autonomia do aluno, aprendizado colaborativo, cooperativo, o senso crítico, a capacidade de observação, análise e comunicação.

Tudo isso é novo? Traços dessas ideias existem desde a chamada Escola Nova, movimento que percorreu a Europa, Estados Unidos e chegou no Brasil no final do século XIX, por meio de Ruy Barbosa. Sim, Ruy Barbosa, portanto faz tempo! Pedagogias ativas não tem nada de muito novo.

O que tem de novo é que agora envolve tecnologias digitais, todo mundo está falando a respeito, virou consenso entre educadores e sinônimo de inovação educacional.

É difícil rebater metodologias ativas.

Se você procurar no Google alguém criticando abertamente as metodologias ativas, vai ter dificuldade em encontrar.

Lembro-me de duas pessoas que tiveram coragem de expor os problemas das metodologias ativas, no campo prático da implantação. O professor Mark Bauerlein escreveu como as tentativas de “colocar o professor ao lado” e de “dar autonomia aos estudantes” não tem resultado em ganho educacional. Ao contrário, segundo ele, quando o estudante está diante de um professor seguro e conhecedor da disciplina que leciona, ele, estudante, se sente muito mais fortalecido e encorajado para aprender. Se o professor der autonomia e liberdade, em geral, os alunos não sabem que caminho percorrer ou ficam à deriva por não conseguirem caminhar com as próprias pernas. Este autor apresenta muitos dados interessantes sobre este tema e outros e estão no livro “The Dumbest Generation”.

Outro depoimento, desta vez de um ativista de inovações no campo educacional, expõe em vídeo muitas das pedras que têm encontrado no caminho da implantação das metodologias ativas. Trata-se do professor Edgard Falcão. Veja o vídeo:

O Construtivismo no passado foi a grande panaceia da solução dos problemas metodológicos da educação. O tempo mostrou que não era bem assim. Soluções mágicas aparecem e desmancham no ar.

As metodologias ativas precisam de mais senso crítico dos envolvidos, você não concorda?

Referências:

https://educador.brasilescola.uol.com.br/gestao-educacional/escola-nova.htm

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