Big data e criatividade em Analytics

Parte 1: Small data e as leis que não funcionam

Conheci o mundo na época do small data, o mundo antes da Internet.

Por algum estranho motivo, para mim, small data tem a ver com o número 5. Havia só 5 canais de televisão, 5 marcas de carro e só uns 5 aparelhos eletrônicos em casa. Mais tarde, mas ainda no mundo small data, descobri que para arrumar um emprego em TI, precisa de cinco coisas. Precisava saber programar em linguagem C, dominar uma ferramentas de banco de dados (Oracle), um sistema ERP (tinha que ser SAP), ambiente Windows / Linux e Inglês.

Ninguém estava muito preocupado com robótica. Só na fantasia de que os robôs pudessem nos eliminar, visão que vinha do cinema, de filmes como Aliens2001,..,Blade Runner e tantos outros. Mas quem gostava de literatura de ficção científica, pelo menos emocionalmente, estava protegido. Era bom confiar nas 3 leis da Robótica formuladas por Isaac Asimov, no livro Eu, Robô, publicado em 1950 (!!). As famosas leis que diziam:

(1) um robô não pode ferir um humano ou permitir que um humano sofra algum mal; (2) os robôs devem obedecer às ordens dos humanos, exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a primeira lei; e (3) um robô deve proteger sua própria existência, desde que não entre em conflito com as leis anteriores. [1]

Leis assim só protegem em um mundo small data, do século passado.O risco imediato frente aos robôs é o de perdermos o emprego para eles ou da maioria das pessoas não conseguirem um emprego decente por causa deles. Mas se é para se assombrar fisicamente, considere o desenvolvimento dos robôs da Boston Robotics…máquinas que mais parecem bestas apocalípticas…a materialização da Inteligência Artificial em tempos de big data, que a cada dia a ciência e a tecnologia alimentam.

Assista ao vídeo abaixo e pense em aplicações militares com essas máquinas, há muito dinheiro e interesses envolvidos. Cabe lembrar Asimov ainda?

Parte 2: Analytics e Criatividade

Pensamento analítico ou analytics, tem tudo a ver com big data uma vez que possibilita converter dados (muitos, muitos deles) em decisões. Entender como opera analytics temseu lado positivo e é onde gostaria de chegar. Analytics ajuda a recuperar algo que estamos perdendo com própria própria tecnologia: a criatividade. Daí vem o chamado raciocínio analítico criativo. Matemática e criatividade combinadas.

Os quatro estágios do raciocínio analítico criativo, segundo o autor Thomas Davenport, são:

1 – Preparação: construção dos fundamentos para a solução do problema.

2 – Imersão:Engajamento intenso com a solução do problema e com os dados disponíveis; inicia-se a longa luta em busca de respostas.

3 – Incubação: internalização do problema na mente subconsciente; na expectativa de que se desenvolvam prováveis conexões inusitadas abaixo do nível da consciência (em geral, quase no momento em que você já se sente frustrado e pronto para desistir!).

4 – Insight: o grande avanço na compreensão de como o problema pode ser resolvido por meio da análise quantitativa. [2]

O estágio de Incubação de Analytics pode nos ajudar a recuperar a criatividade ?

———

[1] https://super.abril.com.br/cultura/as-tres-leis-da-robotica/

[2] Davenport, T. & Kim, J. Dados demais! Como desenvolver habilidades analíticas para resolver problemas complexos, reduzir riscos e decidir melhor. 240 (Elsevier, 2014).

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