#2 – Educar para a mídia: por onde começar?

Saber interpretar, comparar e julgar informações; conseguir fazer buscas de forma eficiente e eficaz; compartilhar informações com responsabilidade; ser capaz de conversar online tendo flexibilidade e coragem para ouvir e mudar de opinião…são algumas das habilidades requeridas nos dias de hoje, e serão cada vez mais no futuro, tanto no mundo da educação quanto no mundo do trabalho.

I-Skills, i-Literacy ou info-habilidades

Um consórcio de bibliotecas e universidades nos EUA (ACRL- Association of College & Research Libraries) publica regularmente uma serie de recomendações que são referência no desenvolvimento de habilidades quanto ao uso, obtenção e disseminação da informações na Internet. O material é voltado para estudantes e professores de todas as áreas, em vários níveis de ensino. À medida que novas modalidades e tecnologias de informação e comunicação trazem novos desafios comunicacionais, o consórcio atualiza as recomendações. Ver [1].

Neste material, o conjunto de habilidades é chamado de i-Skills ou i-Literacy, em português seria algo como info-habilidades ou, talvez, educação para a mídia.

O que Sakamoto aprendeu sendo xingado nas redes sociais

O jornalista Leonardo Sakamoto, alvo frequente da fúria virtual, publicou recentemente um livro sobre comunicação na Internet, tendo por base sua própria experiência no Portal UOL. Ele mantem um blog dedicado a comentar temas atuais da política e da economia, com viés de liberdade e de direitos humanos. Ver [2].

O livro avalia discursos de ódio e posturas diversas de leitores do blog. Discute como a percepção das pessoas é fraca na interpretação de textos que recebem, lêem e depois compartilham sem pensar ou sem medir as consequências.

Uma postura de ceticismo diante da informação pode salvar sua sanidade mental. (L. Sakamoto)

Teste suas i-skills/ info-habilidades

Animado com estas novas leituras, peguei uma passagem do livro do Sakamoto e transformei em um teste online rápido de responder, voltado para interpretação de textos facilmente encontráveis na Internet. Não é um projeto formal ou algo comprometedor (não precisa se identificar), basta acessar e responder, conferindo você mesmo os resultados.

A ideia pode ser aplicar este teste também junto a alunos e conversar com eles a respeito. Ajudaria a exterminar ideias que estão se proliferando tais como:

“_É melhor confiar em sites do que em livros”.

LINK PARA O TESTE: peça nos comentários abaixo ou em mensagem direta (ou ainda pelo email professor.ronaldobarbosa@gmail.com) que enviarei o link da versão preliminar do teste.

[1] ACRL – < https://acrl.libguides.com/framework/toolkit >

[2] SAKAMOTO, L. O que aprendi sendo xingado nas Internet. São Paulo: Leya, 2016.

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