A sala de aula online e o círculo da empatia

Camila Jorge Pinha – Instagram @camusic.violin

Todos tem um círculo de empatia em torno de si. Dentro do seu círculo da empatia estão as pessoas que se beneficiam dos seus atos, com as quais você se importa.

Muitas coisas estão dentro do círculo de empatia de cada um mas muitas outras estão fora também, e precisam estar. O círculo da empatia não pode ser muito pequeno e nem muito grande. Se o seu círculo de empatia for muito pequeno isso o torna indiferente à dor dos outros e o torna cruel. Mas se o círculo de empatia for grande demais, isso também gera problemas. As bacterias, por exemplo. Elas estão fora do seu círculo de empatia porque você precisa eliminar muitas delas para poder sobreviver. Isso vale para muitos elementos da natureza.

Quem está fora do seu círculo não necessariamente está contra você ou você contra ele/ela, apenas lhe é, no mínimo, indiferente.

A crise e o círculo de empatia

A recente crise que estamos vivendo faz pensar nas mudanças nos círculos de empatia. Eles finalmente começaram a se movimentar e para melhor. A maioria das pessoas aumentou o raio do seu próprio círculo de empatia.

Em algumas áreas isso se tornou muito visível como em assuntos relacionados à saúde e à educação.

Muitos professores estão se revelando muito melhores do que pensávamos e que eles próprios pensavam que fossem. De repente, estão mais interessados nos alunos do que em suas próprias aulas. Aulas de quatro, cinco, oito horas acontecem com as pessoas conversando sobre ideias, experimentando, divertindo-se, projetando suas experiências e compartilhando experiências como todas aulas sempre deveriam ser. Apostilas e vestibular deixados de lado abriram caminho para a criatividade adormecida e para florescer a empatia dos professores pelos seus alunos…empatia que se revela à distância, com o melhor uso da tecnologia.

Em recente experiência na pós-graduação do curso em Gestão do Ensino Superior do Centro Universitário UniMetrocamp, uma das minhas alunas, a jovem pedagoga Camila Jorge Pinha comentou como estava se virando para dar continuidade às suas aulas de música junto ao projeto Guri que visa ensinar música para crianças carentes.

Na falta de acesso aos instrumentos, impedida pela quarentena, Camila nos apresentou uma joia rara, uma ideia de fazer um violino de papelão. Explicou como pretendia usar com seus alunos: por meio de vídeos, fotos, podcasts…e, claro, fazer um violino de papelão. Uma serie de atividades incríveis para que o aprendizado musical das crianças não fosse interrompido. O que dizer mais? Lições como a da Camila dão sentido a qualquer discussão sobre educação e tecnologia.

Parabéns, Camila!

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