Você está perdido(a) se não for capaz de ter autonomia

Autodidata é o sujeito que instrui a si mesmo, que é mestre de si mesmo. Já autônomo, segundo o dicionário Aurélio, é o sujeito que tem a faculdade de governar a si mesmo, que exerce liberdade ou independência moral ou intelectual. Em outras palavras, é a pessoa que pensa por conta própria.

Ser autodidata parece fácil. Experimente buscar “como ser autodidata” no Google e retornará 760.000 links. Uma checagem de 10 segundos em cada link levaria quase um ano para visitar todos eles. Pena que sejam receitas de bolo com ingredientes que não temos, são fáceis de ler mas difíceis de aplicar.

Já para se tornar um sujeito autônomo, além da mesma dificuldade, ainda corre o risco de ser visto pelos outros (em geral, os pouco autônomos) como alienado, presunçoso ou arrogante. Ou pior… que não sabe trabalhar em equipe.

Por que ser autônomo?

Existe à nossa frente um crescimento exponencial de conhecimentos novos em todas as atividades humanas. Mas há muito ruído, baixa qualidade e repetição de informações. Um mesmo assunto está publicado na Internet inúmeras vezes e de inúmeras formas diferentes. Para aprender, temos que achar um caminho no meio da mata fechada das fontes repetidas de informação, da profusão de vídeos, textos, fóruns, cursos, etc. No meio de tanto ruído, o que vale é aprender a escutar o que interessa, essa seria a habilidade do autodidata nos dias de hoje: distinguir o que é ruído, do que é informação de qualidade.

Ao contrário de antigamente, em que os autodidatas passavam o dia enfurnados em bibliotecas públicas, hoje muitos estão em suas casas ou cafés, estudando pela Internet, interagindo e pesquisando em repositorios e em foruns com outras pessoas. O novo autodidata estuda sozinho mas não fica isolado, se não quiser. Ele conhece novas formas de se reunir. O mesmo vale para o autônomo, um não existe sem o outro.

E a habilidade de ser autônomo/autodidata tornou-se essencial. Basta ver como são as vagas de emprego para as funções mais interessantes: exige-se uma base de alguma coisa, mas o principal ainda está por vir e por aprender, e é preciso ser rápido em aprender.

A essência parece girar em torno de se saber se comunicar, colaborar, ter senso crítico e ser criativo. Infelizmente, todos temas difíceis de ensinar e aprender.

O autônomo dos bons aprende a se comunicar e a colaborar.

O psicanalista Paulo Gaudêncio dizia que a missão dos pais é, em certo sentido, tornarem-se desnecessários para seus filhos.

Em relação à educação, não seria esse também o papel do professor?

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